Artigo – CAMARB – Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial do Brasil
‘Sobretudo no agro, tempo é recurso escasso e construir boas vias para acordos é um ativo’, afirma especialista em arbitragem e mediação
💡Advogada Camila Biral recorda que métodos alternativos de resolução de conflitos reduzem custos, garantem segurança jurídica e reforçam a eficiência dos negócios; adesão do setor, porém, ainda é tímida
O agronegócio brasileiro, um dos principais motores da economia nacional, movimenta bilhões de reais por ano e envolve cadeias produtivas complexas que exigem previsibilidade, confiança e agilidade nas tomadas de decisão. Nesse cenário, a mediação e a arbitragem surgem como instrumentos cada vez mais relevantes para a solução de disputas, oferecendo um caminho mais célere e técnico do que o tradicional processo judicial.

Camila Biral, Vice-Presidente de Agronegócio da CAMARB – Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial do Brasil e uma das coordenadoras do Comitê de Agronegócio da mesma instituição, explica que a arbitragem ainda é pouco explorada no agronegócio, apesar de já ser amplamente utilizada em áreas como infraestrutura, mercado financeiro e disputas societárias. “A arbitragem já é amplamente utilizada em segmentos como infraestrutura, indústria farmacêutica, setores financeiros, mas o agronegócio, apesar de sua força e relevância para a economia brasileira, ainda a adota de forma tímida se comparada a outros setores da economia. Queremos mostrar que se trata de um caminho mais célere, técnico e alinhado às necessidades do setor”, afirma.
Camila explica que a natureza do agronegócio exige soluções eficientes e especializadas, capazes de preservar as relações comerciais e reduzir os impactos financeiros de eventuais litígios. “Enquanto um processo judicial tradicional pode levar em média sete a dez anos para ser concluído no Brasil, a arbitragem costuma resolver disputas em cerca de dois anos. A diferença está na agilidade e na especialização: na arbitragem, as partes escolhem árbitros com conhecimento técnico no tema em discussão, o que garante decisões mais rápidas e assertivas. Para o agronegócio, esse modelo significa mais segurança jurídica e menor impacto nas operações do dia a dia”, destaca.
Além da arbitragem, a mediação também se apresenta como uma ferramenta estratégica para o campo, especialmente por seu caráter colaborativo. Por meio dela, as partes são incentivadas a construir soluções consensuais, preservando vínculos comerciais e evitando o desgaste de longas disputas.
Em um ambiente de negócios cada vez mais competitivo e internacionalizado, essa postura preventiva e conciliadora tem se mostrado fundamental para a sustentabilidade das relações. “Ao unir técnica, especialização e diálogo, a CAMARB e seu Comitê de Agronegócio reforçam o compromisso de modernizar as formas de resolução de conflitos no setor. Nossa proposta é fortalecer a cultura da mediação e da arbitragem como instrumentos de eficiência e confiança, capazes de acompanhar o ritmo e a complexidade do agronegócio brasileiro”, diz Biral.
CAMARB – Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial do Brasil

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