
Preço do Diesel Dispara 6,67% na Primeira Quinzena de Outubro e Pressiona Frete Agrícola
PATOS DE MINAS (MG) — O custo do transporte rodoviário de cargas no Brasil voltou a sofrer forte pressão no início deste mês. Segundo os dados mais recentes do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o valor médio do diesel comum avançou 6,67% na primeira quinzena de outubro de 2026, atingindo a marca de R$ 7,20 por litro nas bombas de todo o país. O diesel S-10, amplamente utilizado pela frota moderna de caminhões, registrou alta de 5,07%, alcançando o preço médio de R$ 7,46 por litro.
Entre os demais combustíveis, o etanol teve alta de 2,38%, sendo comercializado à média nacional de R$ 4,31. Já a gasolina apresentou estabilidade, com leve variação de 0,15%, cotada a R$ 6,73 por litro.
Dependência de importações e impacto do subsídio
O encarecimento do combustível que move o escoamento da produção agropecuária é reflexo direto da volatilidade do mercado petroleiro internacional combinada com a necessidade de importação para suprir a demanda interna. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que, em agosto, 23,14% de todo o diesel rodoviário vendido no país precisou ser importado devido ao limite da capacidade nacional de refino.
Para tentar aliviar os impactos e conter um repasse ainda maior à cadeia logística, o Ministério da Fazenda elevou em R$ 1,40 o subsídio concedido aos importadores do combustível, elevando a compensação total de R$ 2,12 para R$ 3,52 por litro.
“A necessidade de recorrer ao mercado externo para garantir o abastecimento deixa os preços internos mais expostos às oscilações internacionais do combustível e dos custos de frete. Por sua relevância para o transporte rodoviário, o diesel é um importante termômetro da atividade logística brasileira, e variações em seu preço podem ter reflexos em diferentes setores da economia”, pontua Vinicius Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade.
Cenário regional e paridade dos combustíveis leves
A Região Sul registrou as altas mais expressivas no diesel comum no período (+11,70%), fechando com média de R$ 6,97/L — patamar que, ao lado do Sudeste, ainda representa a média mais baixa do país. O Paraná liderou a alta entre os estados, com disparada de 12,66% (R$ 6,94/L). No Centro-Oeste, o diesel S-10 atingiu a maior média regional, cotado a R$ 7,62/L. A Região Norte concentrou as médias mais elevadas para todos os combustíveis, com o S-10 chegando a R$ 7,80/L.
No recorte dos combustíveis leves para veículos leves e utilitários, o etanol mostrou-se economicamente mais vantajoso do que a gasolina em 19 estados — incluindo importantes praças agrícolas como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
Redação Agromundo / Com informações da assessoria de imprensa da Edenred Mobilidade
