
Variabilidade Climática e Pragas Ameaçam Produtividade da Soja na Safra 2026/27
PATOS DE MINAS (MG) — A influência do fenômeno El Niño no padrão de chuvas e temperaturas promete ditar o ritmo da safra 2026/27 de soja no Brasil. Diante de um cenário de precipitações mais volumosas no Sul e períodos de seca no Centro-Oeste, a rápida leitura das condições de campo e o ajuste ágil no manejo fitossanitário serão determinantes para conter os avanços de pragas como o percevejo-marrom e de doenças fúngicas severas.
De acordo com especialistas do setor, o clima não atua de forma isolada, mas molda o microclima ideal para o surgimento de patógenos. Por isso, a recomendação é abandonar receitas genéricas e apostar em estratégias customizadas para cada microrregião, considerando o histórico de infestação das áreas e a rotação de diferentes mecanismos de controle.
Alerta para a sanidade foliar e controle de fungos
A manutenção da área foliar ao longo do ciclo é um dos maiores desafios para proteger o potencial produtivo da lavoura. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) alerta que doenças como ferrugem-asiática, mancha-alvo, antracnose, oídio, cercosporiose e podridões diversas exigem acompanhamento rigoroso.
A mancha-alvo ganha força sob chuva bem distribuída, sobrevivendo em restos de culturas e sementes infectadas, podendo causar desfolha severa no Cerrado. Já a ferrugem-asiática exige mais de nove horas seguidas de molhamento foliar para se alastrar, ameaçando o enchimento de vagens. Em surtos epidêmicos, dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) indicam que as perdas decorrentes da ferrugem variam de 10% a 90% da colheita.
Para conter esse complexo, soluções químicas com ação combinada (sistêmica e de contato) e protetores têm sido integradas ao planejamento. Além das infecções iniciais, as Doenças de Final de Ciclo (DFCs) — como a mancha-parda e o crestamento por cercóspora — exigem cautela extra durante o fechamento da lavoura, etapa decisiva para a sustentação fisiológica dos grãos.
Ameaça do percevejo-marrom na fase reprodutiva
Outro gargalo crítico para a temporada 2026/27 é a presença do percevejo-marrom, que encontra alimento abundante durante o desenvolvimento da cultura. A proliferação da praga afeta diretamente o rendimento e a qualidade dos grãos, ocasionando deformações nas sementes e perdas significativas de peso por hectare.
Pesquisadores em entomologia ressaltam a importância da amostragem frequente no período reprodutivo. O monitoramento prévio orienta o momento exato para a aplicação de defensivos de efeito choque e ação residual, além daqueles com tecnologia translaminar e sistêmica que atingem tanto adultos quanto ninfas. Produtores no Paraná relatam que a resposta rápida a infestações severas tem sido crucial para estancar prejuízos e paralisar a praga ainda no início do ataque.
Especialistas do mercado reforçam que o sucesso do plano fitossanitário não depende de ações reativas após o dano visível, mas sim do acompanhamento preditivo da lavoura, ajustando os produtos à pressão observada e ao momento fenológico da soja.
SOBRE A IHARA
A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que há mais de 60 anos leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa como uma marca que tem a credibilidade e a confiança dos seus clientes. A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da IHARA.
Com informações de assessoria / IHARA
